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Mabe Bethônico participa da 9a. Bienalle d’Art Contemporain de Louvain-la-Neuve

06.Out.2017

Oh les beaux jours | une esthetique des moyens disponibles

9a. Bienalle d’Art Contemporain | Ottignies, Louvain-la-Neuve

Everyone can do Nothing

Um título que gostaríamos de ler ou um assunto que gostaríamos de ver em discussão é anunciado nessa capa de livro imaginada por Mabe Bethônico. O que vemos em campanhas publicitárias e corporativas e na imprensa, quando se fala de emprego e trabalho, está apenas ligado a tendências competitivas de negócios, – relacionados a trabalhar mais e melhor. No sentido oposto, “Everyone can do Nothing”  propõe se parar de trabalhar e pensar sobre a vida sem trabalho. De todo modo, num futuro próximo não haverá nada a fazer, menos postos de trabalho, mais dispensa, para mais pessoas qualificadas, tecnologias mais rápidas e mais automatização. Nessas circunstâncias, a pressão por trabalho, que cai como responsabilidade do indivíduo, se torna questão coletiva, – não faremos nada, e nada poderemos fazer sobre isso.

**Para baixar a imagem da capa clique nesse link.

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Pedro Motta e Rochelle Costi estão entre os ganhados do Prêmio Marcantonio Vilaça

10.Ago.2017

A arte contemporânea brasileira teve uma noite de gala no Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBe), em São Paulo. É que na noite dessa quinta-feira (10), foram anunciados os vencedores da 6ª edição do Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. Depois de mais de 600 inscrições e 20 finalistas, um momento de comemoração para os cinco artistas premiados: Daniel Lannes (RJ), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), Pedro Motta (MG) e Rochelle Costi (SP). Já o curador vencedor desta edição foi Josué Mattos (SC). Fizeram parte do júri: Anna Bella Geiger, Marcus Lontra (curador do Prêmio), Paulo Herkenhoff, Ricardo Resende e Wagner Barja.
As obras dos cinco artistas vencedores, juntamente com os trabalhos dos outros finalistas, poderão ser vistas gratuitamente a partir desta sexta-feira (11), no MuBE.

Para o curador do Prêmio, Marcus Lontra, a exposição apresenta um panorama de toda diversidade cultural brasileira. “O que a gente pretende é mostrar que o Brasil tem uma enorme capacidade criativa em várias regiões. E não apenas nos grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. Há outros estados com um núcleo poderoso de arte contemporânea”, conta.

A exposição vai até outubro com obras de Alice Miceli (RJ), Bruno Vilela (PE), Camila Soato (DF), Dalton Paula (GO), Daniel Lannes (RJ), Éder Oliveira (PA), Edith Derdyk (SP), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), João Angelini (DF), João Loureiro (SP), Marcelo Moscheta (SP), Mariana Manhães (RJ), Pablo Lobato (MG), Pedro Motta (MG), RochelleCosti (SP), Rodrigo Sassi (SP), Suzana Queiroga (RJ), Thiago Martins de Mello (MA) e Tony Camargo (PR).

O mineiro Pedro Motta, um dos artistas vencedores, conta que participa do prêmio desde a primeira edição. De Belo Horizonte se mudou para São João Del Rei, cidade histórica que teve grande influência em sua trajetória artística. “O meu trabalho vai se formando em relação ao espaço onde eu vivo. Ganhar esse prêmio é maravilhoso, porque a gente ganha projeção e tem a oportunidade de levar os próprios trabalhos e de outros vencedores para várias regiões do Brasil. E esse olhar do outro é o que move as artes plásticas”, diz.

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“FLUXO BRUTO”, INDIVIDUAL DE JOSÉ BECHARA NO MAM-RIO

25.Jul.2017

“Fluxo Bruto”, individual de José Bechara, artista indicado ao Prêmio PIPA 2010, está em cartaz no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM). Dando continuidade à pesquisa desenvolvida em trabalhos anteriores, o artista apresenta nessa exposição esculturas-objetos em vidro que lidam com questões relacionadas à concretude de formas e estruturas e à inconcretude do espaço.

Apesar de ter iniciado a carreira como pintor, Bechara transferiu muito de sua prática na pintura para seu fazer artístico atual, em especial sua linguagem radicalmente reduzida, compromissada com a arte concreta. Seu entendimento profundo das estruturas construtivas que formam o esqueleto interno de uma pintura pode ser encontrado, também, na materialidade sólida das placas de vidro expostas em “Fluxo Bruto”.  As peças de vidro são, ao mesmo tempo, um corte no espaço, uma vez que o ocupa e nele interfere, mas também um elemento discreto, aparentemente invisível dada sua transparência, que não cria qualquer barreira entre o espectador e o espaço. São, assim, uma contradição em si, questionada apenas pelos vários itens que Bechara combina com as placas de vidro, como uma grade vermelha, uma cabeça prateada (autorretrato do artista) ou pequenos pacotes embrulhados e coloridos.

Num cenário em que o vidro é um material recém-explorado na arte contemporânea, as obras de José Bechara salientam a percepção conceitual do construtivismo brasileiro e a transferem para uma abordagem contemporânea.

“Alumínio, mármore, madeira, placas de vidro, tinta e oxidação de emulsões de cobre e ferro. Tridimensionais que se confundem com pinturas. Bidimensionais que se aproximam de esculturas. Trabalhos inéditos por estarem, de fato, sendo vistos pela primeira vez ou por reunirem peças realizadas em anos anteriores em outros arranjos, como a ampliação da volumetria original ou a adição de elementos intrusos, pensados a partir da relação com o espaço arquitetônico ou do diálogo com o conjunto da exposição. Fluxo bruto de José Bechara ocupa o Salão Monumental, reunindo todos esses elementos em seus trabalhos de grande escala.
A mostra do artista carioca encontra eco no pensamento da curadoria do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, não só na sua maneira de lidar com o acervo da instituição, mas também na programação que vem apresentando ao público. Para além de apresentar as peças mais conhecidas (e procuradas) de seu acervo, em leituras já estabelecidas pela história da arte, ou mesmo de pensar isoladamente mostras de artistas brasileiros e internacionais, nosso interesse é também estimular os diálogos inusitados (entre obras de uma mesma exposição, e também entre artistas que dividam a programação do museu), revelando outras possibilidades de leitura da obra de arte e de sua história.” Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes
Curadoria do MAM-Rio

“Fluxo Bruto”, individual de José Bechara
Curadoria de Beate Reifenscheid
Em cartaz de 25 de julho até 05 de novembro de 2017

MAM-Rio
Av Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Funcionamento: ter –sex, 12h às 18h; sáb – dom, 11h às 18h
T: (21) 3883 5600

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Isaura Pena - Exposição Coimbra

LONJURAS ISAURA PENA

27.Mai.2017


Ou um caminho que se (per)corre devagarinho para poder medir os passos desde que ali se chega até que dali se há-de partir.
Na chegada, a sala toda conflui para uma abertura (im)possível, apenas (pre)sentida pela artista.
Um clarão único? Uma figura perfeitamente traçada em contraponto à hegemonia (harmonia?) das paredes (todas) iguais.
Na segunda sala, fosse uma recepção onírica de projectos, encontramos a série de «desenhos não reclamados» retomados, refeitos, alinhados como se à espera de uma outra entrada na vida…
Depois a porta, as portas, as portas todas por que se vai passando, por que passámos e vão ficando para trás. Vão? Talvez não… nada em vão. Perseguem-nos. Transformam-se. E a artista mede, mede cada encontro no re-encontro do seu próprio tamanho com as alturas das entradas, saídas de si para o mundo e a obra acontece.
Chega-se ao 2.º piso e o desalinhado insuspeito da janela que se projecta na porta faz-se sombra invertida, contrário de sombra, bem vincada no chão. Convite para passar. Medindo o gesto. Cada pé. Cada nova mirada, tomada de vista.
Sai de novo, entra outra vez. Outra sala, outra luz. Marcado que tinha sido o chão, na parede — outra perspectiva — se lhe reconhece o reflexo numa escala em tudo nova, onde a razão de 1,35 se descobre ser a solução. 1, 3, 5, «noves fora» nada. Tudo! E os desenhos. O desenho. Sempre medidos, bem medidos na (des)medida que é a criação.

Maria Jorge Ferro

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D. Escobar - Hecha la ley, hecha la trampa (3)

Daniel Escobar no Hangar, em Barcelona

08.Fev.2017

“Hecha la ley, hecha la trampa, ou: o contrabando como uma alternativa” é um projeto que recupera uma das estratégias idealizadas por Lucy Lippard no final dos anos 1960, a que chamou de “Suitcase shows” e que consistia no feito de levar em sua bagagem obras de arte conceitual de um país a outro. No entanto, o projeto acrescenta a esta estratégia o conceito de contrabando, a fim de colocar em xeque, ao mesmo tempo, a ideia de fronteira e seus dispositivos de controle; joga, assim, tanto com o fato de a arte ser uma mercadoria em potencial, quanto lança luz à sua possível condição de objeto banal, justamente a condição que permite levá-la em meio a outros objetos pessoais da bagagem, sem que seja necessário declará-la ou pagar pelas taxas impostas por lei para o seu trâmite.
Para efetuar o contrabando, a proposta prevê que os trabalhos produzidos fora da Espanha possam ser vendidos a preços populares em ações expositivas que terão lugar em um mercado popular de Barcelona ou Madrid, ao longo da residência de investigação curatorial. Durante a residência, o curador trabalhará conjuntamente com os artistas selecionados, situados em Barcelona, e seus trabalhos também serão posteriormente contrabandeados ao Brasil para que se possa repetir ações expositivas semelhantes no país.
O projeto, que será realizado no Hangar, em Barcelona, conta com a curadoria de Maykson Cardoso, em colaboração com Olivia Ardui e com artistas cujos trabalhos tangenciam, de alguma maneira, o tema das fronteiras: Andrea Gómez (Colômbia), Alejandra Avilés (México), Carlos Monroy (Colômbia), Daniel Escobar (Brasil), Eliana Beltrán (Colombia), Gian Spina (Brasil), Maria Sabato (Argentina), Mano Penalva (Brasil), Nuno Cassola (Portugal), Rafael Perez Evans (Espanha-País de Gales) e Tali Serruya (Argentina).
Parte dos resultados da residência curatorial e das ações expositivas será apresentada no site ArtSpy e durante a programação paralela da Feira Internacional de Arte Contemporânea – ARCO -, em Madrid. Posteriormente, outras ações serão desenvolvidas no Rio de Janeiro e/ou São Paulo, em mercados populares e/ou espaços independentes.

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P.Motta - Naufragio calado 0003

Pedro Motta na CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais

05.Jan.2017

Estado da Natureza
Curadoria José Roca

Em sua individual na CâmeraSete, Pedro Motta propõe novos desmembramentos de sua pesquisa sobre a tênue linha entre elementos naturais e o comportamento humano, seus atritos, convergências e suas relações.
“Flora Negra é uma grande instalação, fruto de uma residência na Colômbia em 2015, Flora Ars + Natura, Motta desenvolve uma narrativa entre duas séries de trabalhos. Cria um diálogo com imagens fotográficas e desenhos a grafite onde o ator Klaus Kinski é representando por dois personagens icônicos em filmes de Werner Herzog: Fitzcarraldo (1982) e Aguirre a Cólera dos Deuses (1972). Esses dois personagens, exploradores e aventureiros, adentram no território amazônico penetrado com motivações muito diferentes, mas com uma determinação perto do delírio. Digitalmente montadas na paisagem de Honda e ao redor de Bogotá, eles parecem apontar para a dificuldade inerente a todo explorador (incluindo o artista) compreender um território até então desconhecido, sem cair na armadilha de exotismo.” (Trecho extraído da apresentação de Jose Roca, no site da Flora, 11/2015). Sobre essas fotografias sobressaem 6 caixas com plantas artificiais totalmente cobertas de preto, sugerindo uma situação de aprisionamento e claustrofobia.
Cria-se, assim, uma narrativa de dois tempos e duas histórias distintas, mas com o propósito de convergir e discutir ações oriundas de transformações da natureza, seus limites e suas potencialidades.

Falência # 2, 2016, série criada especialmente para o espaço, são imagens de diversos tipos de erosões resultantes das águas das chuvas. Suas formas são provenientes de um tempo oculto em que a natureza demonstra sua força e beleza pela destruição. Neste momento a terra esta totalmente desprovida de estrutura, criando uma espécie suturas escultóricas. Neste trabalho a metodologia empregada na construção da imagem final é resultante de outra série, o Espaço Confinado. Pequenas quantidades de terra são inseridas dentro da moldura, uma vez que no Espaço Confinado a sensação de confinamento e claustrofobia era aparente, agora, em Falência#2, é como o espaço superficial da foto se esvai para um lugar no campo do infinito, uma espécie de ampulheta.

Fazendo uma interligação na exposição, especificamente entre duas series, Falência e Sumidouro, Paisagem Transposta é composta por diversas imagens de paisagens naturais provenientes de redutos naturais modificados pelo ação do homem. Pequenos galhos fazem a conexão entre estes espaços.

Composta por 12 imagens, a série Sumidouro, 2016, faz uma metáfora ao espaço em que foi concebido, o Rio das Mortes. Importante rio da região do Campo das Vertentes, famoso pelas histórias de garimpo e batalhas territoriais,

Naufrágio Calado, 2016, série composta por 12 imagens de grande formato segue o mesmo procedimento que o artista emprega em seus trabalhos. Manipulação digital e o confronto entre os elementos naturais e humanos. Barcos ressurgem de cemitérios de navios de uma região específica da Bretanha, Roscanvel e são inseridos em paisagens tomadas por erosões de grandes dimensões.

Finalizando a exposição é apresentado um pequeno trabalho intitulado Frutos Estranhos. De cunho referencial e afetivo, esta imagem provem de uma remota lembrança de quando o artista visitava com sua família a região da gruta da Lapinha, MG, importante sítio arqueológico brasileiro. Ao logo do caminho existia uma senhora, D. Lora, doceira espetacular, que decorava pequenas árvores do serrado com ovos, provenientes de suas feituras. Esta marcante imagem, impregnada de simbologia e lembrança culmina em uma tentativa de trazer um tempo passado no imaginário coletivo.

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