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Celma Albuquerque na ArtRio 2016

28.Set.2016

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Claudia Jaguaribe na Celma Albuquerque

12.Set.2016

A visão e o sentido
Claudia Jaguaribe

A Celma Albuquerque apresenta A visão e o sentido, uma instalação fotográfica de Claudia Jaguaribe, em que a artista traz ao público trabalhos de séries distintas nas quais a cidade, seus habitantes, e as relações que estabelecem são os objetos de pesquisa. Por ocasião da exposição, a artista e o curador Agnaldo Farias participarão de conversa na galeria.

São Paulo, uma síntese possível por Agnaldo Farias
A visão é um sentido tranquilizador. Reconhecemo-nos no que vemos. Um apaziguamento de espírito amplificado pela facilidade com que hoje se fotografa. Será mesmo? Claro que não. Pensemos nas cidades; pensemos, como Claudia Jaguaribe, em São Paulo. Inabarcável, acelerada e angustiante.
Não se deixa capturar por imagens, porque sua maior e melhor parte revela-se a partir do interior dessas construções.
Por isso o trabalho de construção e reconstrução da imagem é necessário.

O trabalho da artista Claudia Jaguaribe aborda uma grande diversidade de formatos numa pesquisa plástica aonde expande as possibilidades da fotografia. Suas fotos se tornam objetos, a tridimensionalidade volta a ser imagem e o movimento se torna uma fonte de luz fixa.
Nesta exposição Claudia reúne trabalhos de diferentes séries sobre a cidade, mostrando uma grande diversidade de formatos e suportes. São fotografias aéreas, fotografias em formato panorâmico, imagens em formato que remetem a azulejos, fotoesculturas e esculturas que voltam a ser fotos.
O principal objeto da sua pesquisa é a construção e desconstrução da nossa visão trazendo novos sentidos para como vemos a cidade e a arquitetura.
Este conjunto de trabalhos com diferentes abordagens nos traz uma urbes concreta e construída e também um sentido que ainda não totalmente compreendemos.
É uma visão viva, pulsante com permanentes surpresas para o espectador. É um convite a refletir sobre a própria dificuldade de se entender a cidade e como nos inserimos nela.
Os trabalhos são um recorte de quatro séries: Série “Na laje”, Série “Bienal”, “Sobre São Paulo” e Série “Entrevistas”. Estas últimas são também dois livros com o mesmo título, editados pela ED Madalena 2013 e 2014.

Claudia Jaguaribe nasceu no Rio de Janeiro, mora e trabalha em São Paulo. Sua formação é em história da arte, artes plásticas e fotografia. Tem um trabalho extremamente representativo das práticas multifacetadas e da diversidade da fotografia contemporânea.
Sua produção se caracteriza por uma intensa pesquisa plástica que utiliza diferentes mídias, como fotografia, vídeo, internet e instalações, para lidar com diversas questões da contemporaneidade. Desta forma, seus trabalhos são realizados em variados formatos e meios de produção, desde a prática fotográfica em estúdio até fotos documentais posteriormente trabalhadas, além de desenvolver uma grande pesquisa sobre a materialidade da imagem, trazendo uma visão desconcertante sobre a própria natureza da fotografia.
Entre diversos temas de seu interesse aborda a questão da paisagem como reinvenção da natureza na série “Quando Eu Vi” e nas séries de paisagens urbanas como “Amor Concreto”, sobre a cidade de São Paulo, e “Paisagem Construída”, antigo título da série “Entre Morros”. Em 2010, “Paisagem Construída” foi nomeada para o prêmio Pictet de fotografia e incluída no livro Growth, editado pela teNeus.
Também naquele ano Claudia recebeu o prêmio Marc Ferrez de fotografia da Funarte pelo projeto “O seu caminho”. Tem doze livros publicados, além da participação em diversos volumes em conjunto com outros artistas. Seu livro Aeroporto foi selecionado na edição Fotolivros latino-americanos, (Cosac Naify, 2011). O livro EntreVistas foi eleito como um dos melhores fotolivros de 2015 pelo Kassel Photobook Festival e pela Revista Zum indicado pelo curador Agnaldo Farias em 2015.
Suas obras estão na coleção de importantes acervos institucionais, como do Inhotim – Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico, Brumadinho (MG); Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP); Coleção Pirelli do Museu de Arte de São Paulo (Masp-SP); Maison Européenne de la Photographie, Paris; Istituto Italo-Latino Americano (IILA), Roma; Itaú Cultural-SP, São Paulo; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto (SP) Victoria and Albert Museum , Londres ; assim como em coleções particulares.
Em 2013 fundou a Ed Madalena em conjunto com Iatã Canabrava e Claudi Carreras que se tornou uma referencia internacional para fotolivros da América Latina.

Crédito da imagem: Daniel Mansur

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Nuno Ramos na Celma Albuquerque

19.Jul.2016

Nuno Ramos
Nuno Ramos

A Celma Albuquerque Galeria de Arte apresenta Nuno Ramos, individual do artista que reúne um conjunto de trabalhos recentes, alguns desenvolvidos especificamente para a mostra.

Cinco obras de dimensões generosas ocupam a galeria. A queda, trazida a público pela primeira vez na Pinacoteca do Estado de São Paulo ano passado, e outras duas inéditas são fruto da retomada do uso da vaselina como base para obtenção das cores, técnica utilizada pelo artista no final da década de 1980. Chamadas por Nuno de pinturas misturam, além da vaselina, cera de abelha, pigmentos, tinta a óleo, tecidos, plásticos e metais sobre madeira.

Nas duas outras obras, entendidas como relevos e também fixadas sobre uma base bidimensional, a tinta a óleo coabita com chapas e tubos de metal, tecidos e plásticos que extrapolam os limites do suporte e contrastam com a textura e os movimentos apresentados pela tinta. Intitulado Hagoromo (O manto de penas), um destes relevos tem como referência obra japonesa homônima, peça clássica do Teatro Nô. Nela, um anjo e um pescador negociam: a devolução do manto sagrado encontrado pelo pescador, pertencente ao anjo e sem o qual não pode retornar ao plano celestial, só será feita se o anjo aceitar dançar para ele.

Nuno Ramos nasceu em 1960, em São Paulo, onde vive e trabalha. Formou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 1982 e começou a pintar em 1984, integrando o ateliê Casa 7. Desde então desenvolve trabalhos como desenhista, escultor, escritor, cineasta, cenógrafo e compositor, tendo realizado exposições regularmente em importantes instituições no Brasil e no exterior, tais como Estação Pinacoteca, em São Paulo, Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, Museum of Contemporary Art, em San Diego, nos Estados Unidos.
Foi o artista representante do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza de 1995; recebeu, em 2009 e 2011, o Prêmio Portugal Telecom de Literatura por Ó e Junco, respectivamente; o Grant Award da Barnett and Annalee Newman Foundation, em 2006; e o Prêmio Jabuti, em 2012, novamente por Junco.

Crédito da imagem: DanielMansur

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Alan Fontes e Flávia Bertinato na Celma Albuquerque

19.Mai.2016

Instalações de Alan Fontes e Flávia Bertinato

A Celma Albuquerque Galeria de Arte apresenta as instalações Poéticas de uma paisagem – Memória em mutação, de Alan Fontes, e Rapunzel, de Flávia Bertinato. Ambos os artistas foram contemplados pelo Prêmio CCBB Contemporâneo 2015-2016 e expuseram os trabalhos pela primeira vez no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro este ano.

O interesse de Alan Fontes pela arquitetura, notório em vários de seus trabalhos, fica também claro no conjunto de obras que podem ser vistos na galeria. Objetos de uso doméstico encontrados nas ruas da região central da cidade do Rio de Janeiro dialogam com as pinturas e fotografias enquanto evocam a percepção do espaço urbano a partir de aspectos cartográficos, históricos, documentais e sociais.
Graduado em Belas Artes com habilitação em pintura pela Universidade Federal de Minas Gerais e Mestre em Artes Visuais pela mesma instituição, Alan Fontes participou residências como Pintura Além da Pintura do CEIA, no ano de 2016 em Belo Horizonte, e da 5ª edição do Programa Bolsa Pampulha, em 2013. Dentre as premiações recebidas pelo artista destacam-se o 1º Prêmio Foco Bradesco/ArtRio 2013 e o Prêmio CCBB Contemporâneo 2015-2016.

Rapunzel, de Flávia Bertinato, é composta por carretéis nos quais se enrolam – e de onde partem e chegam – longas tranças de sisal transpassadas por tesouras cirúrgicas. Sem a presença da personagem à qual faz alusão o título do trabalho, as tranças assumem protagonismo e força incontestes, remetendo ao momento posterior à ação violenta do corte das tranças de Rapunzel, em que ela se vê afastada do príncipe que usava as tranças para chegar ao topo da torre onde vivia confinada, mas também livre da bruxa que a mantinha refém.
Flávia Bertinato é bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP e mestre pela Escola de Comunicação e Artes USP. Realizou exposições individuais no Centro Cultural São Paulo e no Centro Universitário Maria Antônia, participou da 5ª edição do Programa Bolsa Pampulha, em 2013, além de ter sido premiada no 28° SARP – Salão de Arte Contemporânea do Museu de Arte de Ribeirão Preto, em 2004, tendo também recebido o Prêmio CCBB Contemporâneo 2015-2016.

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Nuno Ramos no CCBB BH

27.Abr.2016

Nuno Ramos – O Direito à Preguiça

Exposição do multiartista Nuno Ramos que traz a Belo Horizonte trabalhos inéditos, como as instalações Paredes (instalação); Balanças (instalação + performance); O direito à preguiça (órgão-andaime/instalação sonora). Além, de outras obras que ainda não foram vistas na capital mineira: No sé (instalação + performance); Confissões de uma máscara (Desenhos); Choro Negro (instalação escultórica).

Nuno Ramos é um dos mais importantes artistas brasileiros revelados na década de 80 e com contínua produção. Vem desenvolvendo trabalhos para diversas instituições nacionais e internacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (1982,198 e 1995), a Latinamerican Art of the Century, o Moma, em Nova Iorque (EUA), entre diversas outros. O trabalho de Nuno vem se diversificando em várias áreas das artes visuais, cênicas, sonoras e poéticas, com uma produção que inclui filmes, livros e letras de música.

Na mostra serão abordadas diversas temáticas da produção do artista, como a mistura entre música e grandes peças. A ocupação do espaço com obras de dimensões elevadas, que poderão ser observadas de diversos ângulos e que causam estranheza aos espectadores, uma das marcas de Nuno Ramos, também estarão presentes.

Fonte: site do CCBB

Crédito da imagem: Daniel Mansur

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A.Fontes Poéticas de uma paisagem premio CCBB Contemporâneo (2)

Alan Fontes no CCBB

13.Abr.2016

(ao meu amor)
A obra de Alan Fontes apresenta como característica a pesquisa de aspectos ligados à arquitetura tanto no âmbito doméstico quanto no urbano. Nesta exposição, Fontes articula esses dois interesses para investigar poeticamente a região no entorno do CCBB.

A cartografia produz instrumentos de análise capazes de auxiliar na localização de si ou dos outros em relação ao espaço. O artista partiu de imagens de satélite,de arquivo e produzidas em jornadas pela região, todas geradas em tempos distintos, para representar esse fragmento do Centro do Rio, expandindo de forma experimental a representação cartográfica e gerando uma obra atravessada não apenas por dados espaciais, mas também pela dimensão temporal, refletindo, assim, a constante transitoriedade da estrutura urbana.

Somado a isso, Fontes criou um ambiente de aparência doméstica composto por objetos encontrados nas ruas dessa região. A cor cinza com a qual foram revestidos os retira do campo dos objetos de uso prático e os transforma em um índice da vida privada. A justaposição do estudo sobre a cidade a partir do céu e dos arquivos com a investigação da existência cotidiana mais próxima das dores e paixões de quem vive na mesma região cria um palimpsesto de tempos e versões que dá visualidade para o fato de toda representação corresponder a uma ficção relacionada aos interesses ideológicos específicos de seu agente.

Ademais, somos lembrados por Alan Fontes de que é preciso aprender constantemente formas originais de enxergar e de que tudo que há no mundo é capaz de produzir sentido para auxiliar a nos localizar no espaço e no tempo.

Bernardo Mosqueira
Alan Fontes
Poéticas de Uma Paisagem – Memória em Mutação | 6 abril a 9 maio 2016
Centro Cultural

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