_DSC6908

Nuno Ramos na Celma Albuquerque

19.Jul.2016

Nuno Ramos
Nuno Ramos

A Celma Albuquerque Galeria de Arte apresenta Nuno Ramos, individual do artista que reúne um conjunto de trabalhos recentes, alguns desenvolvidos especificamente para a mostra.

Cinco obras de dimensões generosas ocupam a galeria. A queda, trazida a público pela primeira vez na Pinacoteca do Estado de São Paulo ano passado, e outras duas inéditas são fruto da retomada do uso da vaselina como base para obtenção das cores, técnica utilizada pelo artista no final da década de 1980. Chamadas por Nuno de pinturas misturam, além da vaselina, cera de abelha, pigmentos, tinta a óleo, tecidos, plásticos e metais sobre madeira.

Nas duas outras obras, entendidas como relevos e também fixadas sobre uma base bidimensional, a tinta a óleo coabita com chapas e tubos de metal, tecidos e plásticos que extrapolam os limites do suporte e contrastam com a textura e os movimentos apresentados pela tinta. Intitulado Hagoromo (O manto de penas), um destes relevos tem como referência obra japonesa homônima, peça clássica do Teatro Nô. Nela, um anjo e um pescador negociam: a devolução do manto sagrado encontrado pelo pescador, pertencente ao anjo e sem o qual não pode retornar ao plano celestial, só será feita se o anjo aceitar dançar para ele.

Nuno Ramos nasceu em 1960, em São Paulo, onde vive e trabalha. Formou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 1982 e começou a pintar em 1984, integrando o ateliê Casa 7. Desde então desenvolve trabalhos como desenhista, escultor, escritor, cineasta, cenógrafo e compositor, tendo realizado exposições regularmente em importantes instituições no Brasil e no exterior, tais como Estação Pinacoteca, em São Paulo, Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, Museum of Contemporary Art, em San Diego, nos Estados Unidos.
Foi o artista representante do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza de 1995; recebeu, em 2009 e 2011, o Prêmio Portugal Telecom de Literatura por Ó e Junco, respectivamente; o Grant Award da Barnett and Annalee Newman Foundation, em 2006; e o Prêmio Jabuti, em 2012, novamente por Junco.

Crédito da imagem: DanielMansur

compartilheShare on FacebookTweet about this on TwitterPin on PinterestEmail to someone
IMG_4586

Alan Fontes e Flávia Bertinato na Celma Albuquerque

19.Mai.2016

Instalações de Alan Fontes e Flávia Bertinato

A Celma Albuquerque Galeria de Arte apresenta as instalações Poéticas de uma paisagem – Memória em mutação, de Alan Fontes, e Rapunzel, de Flávia Bertinato. Ambos os artistas foram contemplados pelo Prêmio CCBB Contemporâneo 2015-2016 e expuseram os trabalhos pela primeira vez no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro este ano.

O interesse de Alan Fontes pela arquitetura, notório em vários de seus trabalhos, fica também claro no conjunto de obras que podem ser vistos na galeria. Objetos de uso doméstico encontrados nas ruas da região central da cidade do Rio de Janeiro dialogam com as pinturas e fotografias enquanto evocam a percepção do espaço urbano a partir de aspectos cartográficos, históricos, documentais e sociais.
Graduado em Belas Artes com habilitação em pintura pela Universidade Federal de Minas Gerais e Mestre em Artes Visuais pela mesma instituição, Alan Fontes participou residências como Pintura Além da Pintura do CEIA, no ano de 2016 em Belo Horizonte, e da 5ª edição do Programa Bolsa Pampulha, em 2013. Dentre as premiações recebidas pelo artista destacam-se o 1º Prêmio Foco Bradesco/ArtRio 2013 e o Prêmio CCBB Contemporâneo 2015-2016.

Rapunzel, de Flávia Bertinato, é composta por carretéis nos quais se enrolam – e de onde partem e chegam – longas tranças de sisal transpassadas por tesouras cirúrgicas. Sem a presença da personagem à qual faz alusão o título do trabalho, as tranças assumem protagonismo e força incontestes, remetendo ao momento posterior à ação violenta do corte das tranças de Rapunzel, em que ela se vê afastada do príncipe que usava as tranças para chegar ao topo da torre onde vivia confinada, mas também livre da bruxa que a mantinha refém.
Flávia Bertinato é bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP e mestre pela Escola de Comunicação e Artes USP. Realizou exposições individuais no Centro Cultural São Paulo e no Centro Universitário Maria Antônia, participou da 5ª edição do Programa Bolsa Pampulha, em 2013, além de ter sido premiada no 28° SARP – Salão de Arte Contemporânea do Museu de Arte de Ribeirão Preto, em 2004, tendo também recebido o Prêmio CCBB Contemporâneo 2015-2016.

compartilheShare on FacebookTweet about this on TwitterPin on PinterestEmail to someone
o_direito_a_preguiccca7a_-_nuno_ramos-_credito_daniel_mansur-752x490

Nuno Ramos no CCBB BH

27.Abr.2016

Nuno Ramos – O Direito à Preguiça

Exposição do multiartista Nuno Ramos que traz a Belo Horizonte trabalhos inéditos, como as instalações Paredes (instalação); Balanças (instalação + performance); O direito à preguiça (órgão-andaime/instalação sonora). Além, de outras obras que ainda não foram vistas na capital mineira: No sé (instalação + performance); Confissões de uma máscara (Desenhos); Choro Negro (instalação escultórica).

Nuno Ramos é um dos mais importantes artistas brasileiros revelados na década de 80 e com contínua produção. Vem desenvolvendo trabalhos para diversas instituições nacionais e internacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (1982,198 e 1995), a Latinamerican Art of the Century, o Moma, em Nova Iorque (EUA), entre diversas outros. O trabalho de Nuno vem se diversificando em várias áreas das artes visuais, cênicas, sonoras e poéticas, com uma produção que inclui filmes, livros e letras de música.

Na mostra serão abordadas diversas temáticas da produção do artista, como a mistura entre música e grandes peças. A ocupação do espaço com obras de dimensões elevadas, que poderão ser observadas de diversos ângulos e que causam estranheza aos espectadores, uma das marcas de Nuno Ramos, também estarão presentes.

Fonte: site do CCBB

Crédito da imagem: Daniel Mansur

compartilheShare on FacebookTweet about this on TwitterPin on PinterestEmail to someone
A.Fontes Poéticas de uma paisagem premio CCBB Contemporâneo (2)

Alan Fontes no CCBB

13.Abr.2016

(ao meu amor)
A obra de Alan Fontes apresenta como característica a pesquisa de aspectos ligados à arquitetura tanto no âmbito doméstico quanto no urbano. Nesta exposição, Fontes articula esses dois interesses para investigar poeticamente a região no entorno do CCBB.

A cartografia produz instrumentos de análise capazes de auxiliar na localização de si ou dos outros em relação ao espaço. O artista partiu de imagens de satélite,de arquivo e produzidas em jornadas pela região, todas geradas em tempos distintos, para representar esse fragmento do Centro do Rio, expandindo de forma experimental a representação cartográfica e gerando uma obra atravessada não apenas por dados espaciais, mas também pela dimensão temporal, refletindo, assim, a constante transitoriedade da estrutura urbana.

Somado a isso, Fontes criou um ambiente de aparência doméstica composto por objetos encontrados nas ruas dessa região. A cor cinza com a qual foram revestidos os retira do campo dos objetos de uso prático e os transforma em um índice da vida privada. A justaposição do estudo sobre a cidade a partir do céu e dos arquivos com a investigação da existência cotidiana mais próxima das dores e paixões de quem vive na mesma região cria um palimpsesto de tempos e versões que dá visualidade para o fato de toda representação corresponder a uma ficção relacionada aos interesses ideológicos específicos de seu agente.

Ademais, somos lembrados por Alan Fontes de que é preciso aprender constantemente formas originais de enxergar e de que tudo que há no mundo é capaz de produzir sentido para auxiliar a nos localizar no espaço e no tempo.

Bernardo Mosqueira
Alan Fontes
Poéticas de Uma Paisagem – Memória em Mutação | 6 abril a 9 maio 2016
Centro Cultural

compartilheShare on FacebookTweet about this on TwitterPin on PinterestEmail to someone
Newsletter - SP-Arte 2016

celma albuquerque na SP-Arte/2016

07.Abr.2016

compartilheShare on FacebookTweet about this on TwitterPin on PinterestEmail to someone
1

Claudia Jaguaribe na Fundação Brasilea

18.Jan.2016

De 21 de janeiro a 21 de março, a Fundação Brasilea apresentará obras da artista brasileira Claudia Jaguaribe, nascida no Rio de Janeiro e residente em São Paulo desde a década de 1990. As obras da artista tem sido moldadas por uma investigação sobre as metrópoles e a natureza. Fortemente influenciada pelas atuais questões sócio-políticas de nosso tempo, a artista trata da dicotomia entre a urbanidade e a natureza. Suas obras tem como objetivo mostrar a relação de tensão entre o crescimento urbano e a paisagem; como a cidade recria o espaço urbano e modifica a natureza ao seu redor. A intenção da artista nao é documentar a realidade. Ela pretende amplificar através da justaposição de elementos uma visão de um futuro provável onde está contido uma crítica de como acontece o desenfreado desenvolvimento urbano.

As obras de Claudia Jaguaribe são baseadas em técnicas fotográficas, instalações de vídeo e trabalhos que embora tragam um aspecto documental vão além procurando enriquecer os registros com uma discussão da própria linguagem da fotografia.

Fonte: site da Fundação Brasilea

compartilheShare on FacebookTweet about this on TwitterPin on PinterestEmail to someone