Beth Jobim – Blocos
nov - dez 2013


Beth Jobim - Exposição Blocos, 2013
Beth Jobim - Exposição Blocos, 2013
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Beth Jobim - Exposição Blocos, 2013
Beth Jobim - Exposição Blocos, 2013
Beth Jobim - Blocos, 2013

Beth Jobim
Blocos, 2013

A Celma Albuquerque abre no dia 14 de novembro, a exposição individual da artista carioca Elizabeth Jobim. A mostra, que passou pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro durante os meses de julho e agosto deste ano chega à galeria revelando ao público a produção inédita da artista. ‘’Blocos’’ reúne pinturas geométricas que ganham formas tridimensionais, e se deslocam para os suportes de esculturas e instalação.

Elizabeth Jobim nasceu em 1957, no Rio de Janeiro, onde estudou desenho e pintura com Anna Bella Geiger, Aluísio Carvão e Eduardo Sued. Formou-se em comunicação visual na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), em 1981, com especialização em história da arte e arquitetura brasileira, em 1988-1989. De 1990 a 1992, fez mestrado em Artes Plásticas (MFA) na Schollof Arts New York. Em 1994, lecionou no Ateliê de Desenho e Pintura da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro). 

O deslocamento da pintura

Os primeiros elementos com volume aparecem na produção de Beth a partir de 2008, quando as telas, dispostas lado a lado, tinham profundidades diversas e ganharam relevo.

Na exposição, a artista apresenta ao público uma grande instalação. As telas geométricas deslocam do seu habitual suporte e ganham formas de grandes paralelepípedos, pintados a óleo sobre madeira, que chegam a medir dois metros de altura, formando um labirinto penetrável, onde o expectador poderá fazer o percurso livremente, num caminho guiado pela atração cromática de cada volume.

O azul, tão presente e marcante em sua produção, agora divide espaço com outras cores: uma paleta de tons vibrantes e outros em tons terrosos harmonizados sempre com o branco. Cada bloco recebeu apenas uma tonalidade, que ora aparece plana, quando apenas uma das faces está no campo de visão do visitante, ora volumosa, quando mais de uma face do bloco está visível. Segundo o crítico, professor de história da arte e curador do MAM-RJ, Luiz Camillo Osório, ‘’este novo momento da obra, todavia, já vinha amadurecendo há algum tempo, com os planos de cor se avolumando e se deslocando na superfície da pintura. Neste salto dos ‘Blocos’ – que remetem aos objetos ativos de Willys de Castro e também aos objetos específicos de Donald Judd – a estrutura geométrica fica mais solta, assumindo uma corporalidade mais frágil e menos impositiva. As relações de cor são criadas nos intervalos pelos quais o espectador caminha e a apreensão integral da forma instalada só se dá por partes e de modo fragmentado. Os ‘Blocos’ são arejados, vibram com a presença da cor e deixam o olhar caminhar de modo sereno e sem pressa”.