Projeto Mezanino: Boa noite, Cinderela – Flávia Bertinato
jan - fev 2014


Projeto Mezanino: Flávia Bertinato - Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato
Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato - Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato
Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato - Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato
Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato - Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato
Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato - Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato
Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato - Boa noite, Cinderela, 2014

Projeto Mezanino: Flávia Bertinato
Boa noite, Cinderela, 2014

O ‘’Sono’’ registrado no Projeto Mezanino

A artista mineira Flávia Bertinato apresenta ao público a série, Boa noite, Cinderela, onde a cena noturna e o clima de conquista amorosa abalam o título e favorecem as sugestões de roubo, abuso e violência. Mas as fotos foram premeditadas como um crime. Durante dois anos, 2008-2010, cerca de 100 “vítimas” foram “desapropriadas” de vaidade, talento para a retórica, cinismo e gosto pela vida. Cônscias, elas reservaram em média trinta minutos para o disparo da câmera. Na maioria das situações, Bertinato trabalhou na casa de cada participante por ter desejado as informações dos objetos pessoais para a construção de uma espécie de moldura que atribuísse algum tipo de descrição para cada participante da série. As imagens foram capturadas em filme 35 mm em consequência da especificidade colorística e saturação da imagem e, posteriormente, digitalizadas e impressas.

Nestes retratos, quem observa não se sente atraído pela troca recíproca de olhares porque isso não existe. O olhar diante dos “mortos- vivos” volta-se para si mesmo. A repetição é critério de produção que favorece o exercício comparativo entre as amostragens. E da observação do resultado, neste processo investigativo, vale a hipótese do retrato para falar de uma espécie de identidade ausente.

Flávia nasceu em Pouso Alegre (1980), MG, vive e trabalha em São Paulo e recentemente em Belo Horizonte, onde atualmente, participa de uma residência artística por ter sido contemplada pelo Prêmio Bolsa Pampulha (projeto do Museu de Arte da Pampulha- Belo Horizonte). Formou-se em Bacharel em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da UNESP e fez mestrado na Escola de Comunicação e Artes ECA – USP, desenvolvendo entre os anos de 2000 e 2013 a sua trajetória artística. Foi contemplada por prêmios aquisitivos com trabalhos em gravura no Salão de Arte Jovem – Santos e com esculturas no Salão de Arte Contemporânea do Museu de Arte de Ribeirão Preto participando, entre outros, de diversos salões e editais institucionais nacionais de grande relevância no cenário de produção jovem. Apesar de transitar em diversas linguagens artísticas, recentemente a sua produção tem dedicado à fotografia e instalação.