Claudia Jaguaribe
set - out. 2016


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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

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CLAUDIA JAGUARIBE
SET – OUT. 2016
FOTO: DANIEL MANSUR

A visão e o sentido
Claudia Jaguaribe

A Celma Albuquerque apresenta A visão e o sentido, uma instalação fotográfica de Claudia Jaguaribe, em que a artista traz ao público trabalhos de séries distintas nas quais a cidade, seus habitantes, e as relações que estabelecem são os objetos de pesquisa. Por ocasião da exposição, a artista e o curador Agnaldo Farias participarão de conversa na galeria.

São Paulo, uma síntese possível por Agnaldo Farias
A visão é um sentido tranquilizador. Reconhecemo-nos no que vemos. Um apaziguamento de espírito amplificado pela facilidade com que hoje se fotografa. Será mesmo? Claro que não. Pensemos nas cidades; pensemos, como Claudia Jaguaribe, em São Paulo. Inabarcável, acelerada e angustiante.
Não se deixa capturar por imagens, porque sua maior e melhor parte revela-se a partir do interior dessas construções.
Por isso o trabalho de construção e reconstrução da imagem é necessário.

O trabalho da artista Claudia Jaguaribe aborda uma grande diversidade de formatos numa pesquisa plástica aonde expande as possibilidades da fotografia. Suas fotos se tornam objetos, a tridimensionalidade volta a ser imagem e o movimento se torna uma fonte de luz fixa.
Nesta exposição Claudia reúne trabalhos de diferentes séries sobre a cidade, mostrando uma grande diversidade de formatos e suportes. São fotografias aéreas, fotografias em formato panorâmico, imagens em formato que remetem a azulejos, fotoesculturas e esculturas que voltam a ser fotos.
O principal objeto da sua pesquisa é a construção e desconstrução da nossa visão trazendo novos sentidos para como vemos a cidade e a arquitetura.
Este conjunto de trabalhos com diferentes abordagens nos traz uma urbes concreta e construída e também um sentido que ainda não totalmente compreendemos.
É uma visão viva, pulsante com permanentes surpresas para o espectador. É um convite a refletir sobre a própria dificuldade de se entender a cidade e como nos inserimos nela.
Os trabalhos são um recorte de quatro séries: Série “Na laje”, Série “Bienal”, “Sobre São Paulo” e Série “Entrevistas”. Estas últimas são também dois livros com o mesmo título, editados pela ED Madalena 2013 e 2014.

Claudia Jaguaribe nasceu no Rio de Janeiro, mora e trabalha em São Paulo. Sua formação é em história da arte, artes plásticas e fotografia. Tem um trabalho extremamente representativo das práticas multifacetadas e da diversidade da fotografia contemporânea.
Sua produção se caracteriza por uma intensa pesquisa plástica que utiliza diferentes mídias, como fotografia, vídeo, internet e instalações, para lidar com diversas questões da contemporaneidade. Desta forma, seus trabalhos são realizados em variados formatos e meios de produção, desde a prática fotográfica em estúdio até fotos documentais posteriormente trabalhadas, além de desenvolver uma grande pesquisa sobre a materialidade da imagem, trazendo uma visão desconcertante sobre a própria natureza da fotografia.
Entre diversos temas de seu interesse aborda a questão da paisagem como reinvenção da natureza na série “Quando Eu Vi” e nas séries de paisagens urbanas como “Amor Concreto”, sobre a cidade de São Paulo, e “Paisagem Construída”, antigo título da série “Entre Morros”. Em 2010, “Paisagem Construída” foi nomeada para o prêmio Pictet de fotografia e incluída no livro Growth, editado pela teNeus.
Também naquele ano Claudia recebeu o prêmio Marc Ferrez de fotografia da Funarte pelo projeto “O seu caminho”. Tem doze livros publicados, além da participação em diversos volumes em conjunto com outros artistas. Seu livro Aeroporto foi selecionado na edição Fotolivros latino-americanos, (Cosac Naify, 2011). O livro EntreVistas foi eleito como um dos melhores fotolivros de 2015 pelo Kassel Photobook Festival e pela Revista Zum indicado pelo curador Agnaldo Farias em 2015.
Suas obras estão na coleção de importantes acervos institucionais, como do Inhotim – Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico, Brumadinho (MG); Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP); Coleção Pirelli do Museu de Arte de São Paulo (Masp-SP); Maison Européenne de la Photographie, Paris; Istituto Italo-Latino Americano (IILA), Roma; Itaú Cultural-SP, São Paulo; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto (SP) Victoria and Albert Museum , Londres ; assim como em coleções particulares.
Em 2013 fundou a Ed Madalena em conjunto com Iatã Canabrava e Claudi Carreras que se tornou uma referencia internacional para fotolivros da América Latina.