Coletiva – Angelo Venosa, Eder Santos, Gabriela Machado, Jose Bechara, Leda Catunda, Rochelle Costi
set - out 2010


Coletiva - Angelo Venosa, Eder Santos, Gabriela Machado, Jose Bechara, Leda Catunda, Rochelle Costi, 2010

Coletiva
Angelo Venosa, Eder Santos, Gabriela Machado, Jose Bechara, Leda Catunda, Rochelle Costi, 2010

Coletiva - Angelo Venosa, Eder Santos, Gabriela Machado, Jose Bechara, Leda Catunda, Rochelle Costi, 2010

Coletiva
Angelo Venosa, Eder Santos, Gabriela Machado, Jose Bechara, Leda Catunda, Rochelle Costi, 2010

Angelo Venosa
Este trabalho é mais um desdobramento de seu projeto iniciado em 1994, quando o artista conseguiu imagens tomográficas completas do corpo de um condenado à morte norte-americano. A partir desse material realizou vários trabalhos nos quais as inúmeras linhas, curvas vetoriais, reconstruíam e reinterpretavam o corpo humano fatiado. Surgiram suas esculturas de contornos de crânio, desenhos em vidro e gravuras digitais. O artista, ao longo de sua trajetória, sempre oscilou entre dois territórios: de um lado, o barroco, o orgânico e o descontrolado; de outro, o cartesiano, a necessidade de se extrair algum princípio.

Eder Santos
Assim como num sonho, Eder Santos exibirá nesta coletiva a obra A Virgem em Oração, inspirada na obra de mesmo nome do pintor flamengo Quintin Metsys. Refere-se a uma dor, a uma perda que se localiza irreparável no tempo passado, onde mãe e filho se colocam em amorosa arquitetura e onde, através do mistério do cinema-arte, o artista busca uma solução sublimatória para o drama das mulheres da geração de sua mãe que a tudo abdicaram, vivendo como virgens sacrificadas. Isso tudo emerge através da atualidade tecnológica mais avançada e as entranhas arcaicas do tempo, onde transitam as imagens manipuladas de Eder Santos: isto é cinema, isto é arte.

Gabriela Machado
São anos e anos a ser do Rio. Com telas enormes a fazer lembrar o tamanho da Mata Atlântica, as cores abertas da floresta, o traço longo e ritmado. Ao longo do último ano, Gabriela Machado dedicou-se ao grande formato – telas do tamanho de gente, maiores que gente. Pinturas de tons vivos e cítricos, capazes de chamar o corpo de quem olha para dentro delas.

Jose Bechara
As esculturas gráficas de José Bechara tratam de uma experiência sobre o desenho. São trabalhos tridimensionais compostos por elementos geométricos cheios e vazios, especificamente cubos sólidos e cubos perimetrais, que são combinados de forma aleatória e diferente a cada montagem, de modo a produzir desenhos espaciais. Suas linhas projetadas casualmente em sombras sobre as paredes de um espaço expositivo estendem as dimensões da obra pelo espaço.

Leda Catunda
Recortes, sobreposições e entrelaçamentos, reestruturam a superfície das pinturas em busca de uma poética da maciez. O amolecimento de formas nos trabalhos decorre da soma de imagens não agressivas, aliada aos recortes orgânicos e da utilização da característica de moleza como propriedade dos materiais empregados. Assim as obras trazem uma influência zoomórfica, com partes que lembram corpos ou por outras vezes paisagens.

Rochelle Costi
A artista fotografa, realiza instalações e elege objetos, filtrando-os para um campo de memórias onde coisas cotidianas e equivalências de proporções são observadas por ela e devolvidas para o olhar do outro como um mundo transformado e comentado. O gosto pelas questões de escala, e o caráter documental da sua obra, lhe valeram um convite peculiar para a participação na próxima Bienal de São Paulo. Rochelle instalou-se durante alguns dias dentro do prédio vazio no Parque do Ibirapuera e registrou a interação entre objetos levados por ela e o espaço concebido pelo Niemeyer.