Coletiva – LET IT OUT OUT-LET | obras escritas e inscrições de história
nov - dez 2014


Coletiva - Let it Out Out-Let, 2014

Coletiva – Let it Out Out-Let, 2014
Daniel Bilac

Coletiva - Let it Out Out-Let, 2014

Coletiva – Let it Out Out-Let, 2014

Coletiva - Let it Out Out-Let, 2014

Coletiva – Let it Out Out-Let, 2014

Coletiva - Let it Out Out-Let, 2014

Coletiva – Let it Out Out-Let, 2014

Coletiva - Let it Out Out-Let, 2014

Coletiva – Let it Out Out-Let, 2014

Projeto de Mabe Bethônico, com artistas da Galeria Celma Albuquerque:
Susana Bastos | Daniel Bilac | Waltercio Caldas | João Castilho | Rochelle Costi | Liliane Dardot | Daniel Escobar | Paulo Roberto Lisboa | Nazareno | Isaura Pena | Nuno Ramos | Waltercio Caldas

“Let it out” é uma exposição concebida por Mabe Bethônico, na ocasião do lançamento de seu novo livro*. A exposição réune obras que se aproximam pelo texto escrito e falado. Ultrapassando a questão da representação visual da língua, a mostra inclui texto através da letra e da voz, – texto impresso, falado, modelado, desenhado, filmado, fotografado, até narrações inteiras.

Let it Out : Out-Let conta com obras literárias, cadernos, livros de artista, peças sonoras, instalações, desenhos, fotografias e vídeos procedentes da Galeria Celma Albuquerque. Se a princípio a idéia era mostrar trabalhos de acervo raramente vistos, isso se expandiu para incluir novas produções.

O trabalho de Waltercio traz a palavra suspensa na escultura em tubo de aço, sua projeção pode ser vista em sombra. Um conjunto de gravuras figurativas de Paulo Roberto Lisboa traz um tipo de escritura e os títulos anotados indicam histórias. O novo projeto de Daniel Bilac evoca recentes eventos de protesto em BH, em grandes fontes tipográficas. Susana Bastos inscreve uma palavra sobre mármore, fixa como lápide, enquanto Rochelle Costi dispõe textos provisórios, “pretextos” fotográficos. Citações literárias estão no conjunto de desenhos de Liliane Dardot e na série fotográfica de João Castilho, que tensiona a questão da tradução. João também propõe um Manifesto sobre fotografia, enquanto Nuno Ramos ficcionaliza processos em instalações e livros de ensaios e contos. Nazareno escreve e desenha composições como histórias fragmentadas e traz relatos escritos, Daniel Escobar anuncia em letreiro e bordados e se apropria de material gráfico; e como suporte de escrita, desenhos de Isaura se tornam pautas, a grafia de uma estrutura para o texto.

A exposição também proporciona uma visão geral do trabalho da artista Mabe Bethônico. Pela primeira vez nos últimos 10 anos, uma seleção mais compreensiva de trabalhos pode ser vista em BH, depois de vasta participação em exposições fora do Brasil e Bienais de São Paulo (2006 e 2008). A artista vai reativar trabalho pertencente a acervo do MALBA (Museu de Arte LatinoAmericano de Buenos Aires), Glossário, 2005 e apresenta cartazes, gravuras, vídeos, publicações e peças sonoras. Para o lançamento do novo livro, irá fazer uma apresentação com projeção de imagens, formato de obra que tem adotado em diversas ocasiões.

* [“De como Mabe Bethônico percorreu a caatinga na Suíça, nos arquivos do autor viajante Edgar Aubert de la Rüe, e aprendeu francês, o idioma da obra Brésil Aride (La vie dans la caatinga), no processo de tradução deste relato geológico sobre o Nordeste do Brasil, visitado em missão da Unesco para a localização de riquezas minerais em 1953-4, que constitui um mapa das minas, com interesses pela geografia humana e por fotografia, revelando a paisagem, suas ocupações e modos de viver no Polígono das Secas”. Edições Capacete, 2014]