José Bechara – Criaturas do dia e da noite
abr - mai 2015


José Bechara - Criaturas do dia e da noite, 2015

José Bechara
Criaturas do dia e da noite, 2015

José Bechara - Criaturas do dia e da noite, 2015

José Bechara
Criaturas do dia e da noite, 2015

josé bechara - criaturas do dia e da noite, 2015

JOSÉ BECHARA
CRIATURAS DO DIA E DA NOITE, 2015

josé bechara - criaturas do dia e da noite, 2015

JOSÉ BECHARA
CRIATURAS DO DIA E DA NOITE, 2015

josé bechara - criaturas do dia e da noite, 2015

JOSÉ BECHARA
CRIATURAS DO DIA E DA NOITE, 2015

A Celma Albuquerque abre o calendário de exposições do ano com individual de José Bechara, intitulada Criaturas do dia e da noite, na qual o artista apresenta trabalhos inéditos, produzidos em 2015.

Na série de pinturas trazida a público é notável a presença de elementos recorrentes na pesquisa do artista, como as lonas de caminhão – nas quais a intervenção de Bechara com oxidação de emulsões metálicas de ferro e cobre é por ele chamada de pintura – e a paleta cromática, que abrange tonalidades verde azuladas e terrosas.

O uso da grade, também já presente na trajetória do artista, é agora mais intenso, ocupando o suporte e, em muitos momentos, dominando a superfície da lona. O arranjo das linhas, que ora sobrepõem-se de forma organizada e cartesiana, ora parecem colidir caoticamente, faz com que nos questionemos, ao mesmo tempo confusos e encantados, acerca do que está à frente ou ao fundo das obras, evocando questões de perspectiva.

O rigor da geometria formada pelas linhas das grades, densas e fortemente marcadas, contrasta com a organicidade resultante do processo de oxidação que o artista domina com maestria. A coexistência desses dois elementos traz à tona o caráter dual das obras e atrai o espectador, que a todo tempo tenta assimilar o que tem diante de si.

As obras de José Bechara figuram em relevantes coleções particulares e públicas, entre elas a do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – Coleção Gilberto Chateaubriand, a da Pinacoteca do Estado de São Paulo, a do Centre Pompidou – França, do Museu de Arte Contemporânea de Niterói – Coleção João Sattamini e do Instituto Itaú Cultural.