Gabriela Machado
ago 2010


Gabriela Machado - Exposição, 2010
Gabriela Machado - Exposição, 2010
Gabriela Machado - Exposição, 2010

São anos e anos a ser do Rio. Com telas enormes a fazer lembrar o tamanho da Mata Atlântica, as cores abertas da floresta, o traço longo e ritmado. Ao longo do último ano, Gabriela Machado dedicou-se ao grande formato – telas do tamanho de gente, maiores que gente. Pinturas de tons vivos e cítricos, capazes de chamar o corpo de quem olha para dentro delas.

São anos a fazer do Rio de Janeiro a sua casa e o seu atelier. A fazer da zona do Jardim Botânico o seu quintal, o seu próprio jardim. E a partir daí a crescer para o mundo, espalhando-se por exposições internacionais e feiras de renome. Madrid, Lisboa, Nova Iorque, São Paulo e agora Belo Horizonte. Gabriela tem aberto a sua pintura ao mundo. E o mundo tem-se aberto à sua pintura, uma pintura de absoluta raiz brasileira que reflete o jeito alegre e sincero da alma carioca.

Pela primeira vez a artista ocupa sozinha o espaço expositivo da Galeria Celma Albuquerque. Neste ano de 2010, Gabriela já esteve presente na capital mineira com as telas premidas pelo prêmio Funarte Marcantonio Vilaça, dadas ao Museu de Arte da Pampulha e que fizeram parte da exposição coletiva Museu Cassino Coisário naquela instituição. Agora é a hora da sua primeira individual na cidade, com a exibição de quatro obras de grande formato e alguns desenhos. Alindina, Alecrim e Doralina abre ao público no dia 18 de agosto e permanece até 15 de setembro.

A exposição traz também um video-registro, dirigido por Nani Escobar, no qual é mostrado o ambiente de trabalho e a relação que Gabriela Machado tem com o seu fazer. Esse vídeo vem confirmar a sensação obtida ao observar aquelas enormes pinturas: a de que o corpo não tem limite de massa e de que ele se estende pelos gestos. A de que a arte se faz diariamente, compassadamente, num ritmo bom e sempre quente, que nem o ritmo da cidade.