Iran do Espirito Santo
mar - mai 2011


Iran do Espirito Santo, 2011

Iran do Espirito Santo, 2011

Iran do Espírito Santo - Exposição 2011
Iran do Espírito Santo - Exposição 2011
Iran do Espírito Santo - Exposição 2011
Iran do Espírito Santo - Exposição 2011
Iran do Espírito Santo - Exposição 2011
Iran do Espírito Santo - Exposição 2011

A Galeria Celma Albuquerque apresenta exposição individual do artista paulista Iran do Espírito Santo. A mostra reúne esculturas e colagem em espelho sobre parede, pinturas murais, uma escultura em granito e outra em aço inox. São trabalhos desenvolvidos nos últimos anos, alguns pertencentes a séries inéditas.

As esculturas feitas com espelho partem da lógica de corte e dobra, muito presente na arte não figurativa do século XX, mas que, na obra de Espírito Santo, pretendem adquirir uma nova dimensão, tanto pelo caráter ilusório da dobra quanto pelas qualidades reflexivas do material, criando uma situação de decomposição do espaço no qual elas se inserem. Essas esculturas atuam sobre o espaço real de forma ativa, no que se refere à sua percepção, uma vez que incluem o movimento e o olhar do observador como componente intrínseco de sua articulação e ativação espacial. As pinturas murais são parte da série “En Passant”, pensada como reação à própria transitoriedade das exposições e de suas condições mercadológicas. Começadas em 2008, já percorreram várias paredes de galerias e instituições de arte, tendo sempre como paleta 53 tons de cinza minuciosamente misturados e controlados. Essas pinturas reorientam a percepção da luz representada diretamente sobre o espaço real pela modulação de faixas verticais e/ou horizontais. A ortogonalidade dessas imagens diz respeito a uma espécie de “correção” da ação da luz sobre o espaço expositivo e de sua possível reinterpretação.

A colagem de espelho sobre a parede aborda o tema “espaço como caixa e vice versa”, já explorado por Iran do Espírito Santo em outras ocasiões, mas que aqui traz a questão da representação e do reflexo de forma mais explícita, sempre considerando o espaço real como suporte e assunto.

A exposição conta ainda com uma escultura proveniente da série “Correções”. Pela primeira vez mostrada como unidade, ela é a consequência de cortes planos executados a partir da forma natural da pedra, cuja forma resultante, um poliedro irregular, não foi pensada como composição, mas como resultado de uma atitude deliberada sobre a matéria bruta.

Por fim, há uma escultura em aço inox, uma representação de um prato comum que também faz parte de uma longa série de objetos geometricamente representados a partir de princípios pré-estabelecidos bastante objetivos.

Iran do Espírito Santo nasceu em Mococa, São Paulo, em 1963. Atualmente vive e trabalha em São Paulo. Entre suas principais exposições estão as 48ª e 52ª Bienais de Veneza, as 19ª e 28ª Bienais de São Paulo, a 6ª Bienal de Istambul e as 7ª e 5ª Bienais do Mercosul. Uma retrospectiva de sua obra foi exibida em 2006/2007 no MAXXI (Museo Nazionale delle Arti del XXI Secolo), Roma, no Irish Museum of Modern Art, Dublin e na Estação Pinacoteca. Suas obras fazem parte de diversas coleções particulares e públicas como MoMA, Nova York, Museum of Contemporary Art de San Diego, e MAXXI de Roma, entre outras importantes instituições.