João Castilho – Hotel Tropical e Rochelle Costi – Residência
nov - jan 2011/2012


João Castilho - Hotel Tropical e Rochelle Costi - Residência, 2011

João Castilho – Hotel Tropical e Rochelle Costi – Residência, 2011

João Castilho - Hotel Tropical e Rochelle Costi - Residência, 2011

João Castilho – Hotel Tropical e Rochelle Costi – Residência, 2011

João Castilho - Hotel Tropical e Rochelle Costi - Residência, 2011

João Castilho – Hotel Tropical e Rochelle Costi – Residência, 2011

João Castilho - Exposição Hotel Tropical, 2011
João Castilho - Exposição Hotel Tropical, 2011

João Castilho │Hotel Tropical
Há, durante as viagens, um momento de desligamento, um momento entre um lugar e outro, entre um dia e outro, entre um êxtase e outro, entre uma fotografia e outra. Esses hiatos acontecem em hotéis. Hotéis têm sempre uma característica; edificações de cidades pequenas, eles escapam a lógica da globalização e fogem à uniformização e a padronização arquitetônica, decorativa e de serviços – mal que nos acomete. São construídos em fases ao longo dos anos. As camadas de tempo vão se sobrepondo. A arquitetura vai adquirindo e absorvendo as decisões dos donos que, não raro, se mostram contraditórias. Em determinados casos podemos ver uma parte do prédio sendo demolida ao mesmo tempo em que outra parte é construída. São provas do tempo, o erro adere.
Hotel Tropical abarca essa arquitetura tropicalmente inventada no dia a dia. Arquitetura da gambiarra, da diversidade, do acaso. Uma arquitetura errática. Uma arquitetura da cor. Hotéis tropicais são penetráveis, são labirintos, são desvios para o vermelho, o verde, o branco. São desvios para o desejo. Esse ensaio, construído em quatro atos – um azul, um verde, um amarelo/vermelho e um branco – se desdobra também nos projetos de montagem, onde os blocos de cor se reúnem em fotoinstalações. É a fotografia sendo tijolo, sendo tinta, sendo argamassa. Fotografia para construir, tropicalmente, entropicamente.
João Castilho nasceu e trabalha em Belo Horizonte, formado em jornalismo pela PUC-MG com pós-graduação em artes plásticas e contemporaneidade pela Escola Guignard. Já realizou exposições individuais em diversos espaços, como a Fundação Joaquim Nabuco, Galeria Olido, Espaço Oi Futuro, Museu de Arte da Pampulha, Celma Albuquerque Galeria de Arte, além de participações em mostras coletivas. Em 2008, publicou o livro Paisagem Submersa, pela Cosac Naify, junto com Pedro Motta e Pedro David. Tem obras no acervo do Museu da Pampulha, no MAM da Bahia, no MAM de São Paulo e na Coleção Pirelli-Masp de Fotografia.

Rochelle Costi │Residência
Residência é o registro de um conjunto de ações de função indeterminada, situadas entre o processo artístico e o uso cotidiano do espaço vazio. O prédio vazio da Bienal é o espaço que Rochelle escolhe para interferir no cenário e criar situações que dialogam com a arquitetura de Oscar Niemeyer. Costi trabalha o grande e o pequeno de forma que eles se confundam. Em Residência, a arte se resulta de uma vivência, por um lado é como o testemunho da presença de alguém que por ali tenha se alojado, por outro remete a uma exposição inexistente da qual trazemos algumas vagas lembranças.
Nascida em Caxias do Sul, Rochelle Costi vive e trabalha em São Paulo. Como todo fotógrafo, utiliza sua câmera para colecionar imagens, escolher, reter e possuir o que lhe interessa do mundo. Seu ímpeto colecionador, no entanto, transborda essa atividade: ela realmente se dedica a colecionar objetos pitorescos, brinquedos e mobílias fora de moda e, inclusive, fotografias suas e de outros. Essas duas faces de colecionadora encontram-se em fotografias que simultaneamente documentam e fabricam espaços de intimidade, como casas e até mesmo pratos de comida e corações.