João Castilho – O Futuro Avança Para Trás
set - out 2014


João Castilho - O Futuro Avança Para Trás, 2014

João Castilho
O Futuro Avança Para Trás, 2014
Série Irreversíveis, 2014
Esculturas – cerâmica, raku

João Castilho - O Futuro Avança Para Trás, 2014

João Castilho – O Futuro Avança Para Trás, 2014
O Futuro Avança para Trás, 2014
Escultura – ferro e espelhos retrovisores de motocicleta e solda

Progresso, 2014
Vídeo – HD
5’ 8’’ – loop

João Castilho - O Futuro Avança Para Trás, 2014
João Castilho - O Futuro Avança Para Trás, 2014
João Castilho - O Futuro Avança Para Trás, 2014
João Castilho - O Futuro Avança Para Trás, 2014
João Castilho - O Futuro Avança Para Trás, 2014

João Castilho – O Futuro Avança Para Trás, 2014
O Futuro Avança para Trás, 2014
Série Zoo

João Castilho - O Futuro Avança Para Trás, 2014

João Castilho – O Futuro Avança Para Trás, 2014
Série Zoo

Intervalo

João Castilho - O Futuro Avança Para Trás, 2014

João Castilho – O Futuro Avança Para Trás, 2014
O Futuro Avança para Trás, 2014
Série Pintura

João Castilho - O Futuro Avança Para Trás, 2014

João Castilho
O Futuro Avança Para Trás, 2014
Série Pintura, 2014
Fotografia

O artista João Castilho apresenta na Celma Albuquerque a exposição O Futuro Avança Para Trás. A mostra reúne uma série de novas obras que continuam e aprofundam sua pesquisa conceitual e cromática no campo da fotografia e do vídeo, e inauguram uma nova vertente de sua produção, de inspiração mais escultórica.

Zoo (2014)
A convocação artística do animal é intensa no campo da arte contemporânea e não tem outra razão: o animal, em sua particularidade, carrega um pouco do mistério humano. Zoo é uma série de fotografias que mostra animais selvagens deslocados para ambientes domésticos. Desvia da ideia de representação para designar um movimento entre o homem e o animal, em que aquele faz simbiose com este. O trabalho funciona como o testemunho de um ato. Estar face a face com um animal nos faz retornar a algo primitivo, ancestral e talvez, quem sabe, por um breve instante nos transformamos em uma onça ou um jaguar.
* Realizado com incentivo da Bolsa de Fotografia ZUM/Instituto Moreira Salles

Intervalo (2012-2014)
A fotoinstalação Intervalo mostra 57 imagens extraídas do livro Pulsão Escópica (2012). O artista volta ao livro para retirar exatamente as fotografias que representam um hiato na relação que o livro propõe. Uma interrupção, um respiro, uma suspensão na comunicação. São manchas de cor, de sombras e de pixels. O abstrato que se sobrepõe ao figurativo. A obra segue uma composição cromática que vai de um tom mais claro a um tom mais escuro passando por uma grande variedade cromática. As peças guardam certa distância umas das outras criando uma espécie de intermitência, uma luz que insiste em resistir e sobreviver.

Pintura (2014)
As fotografias dessa pequena série foram feitas em uma região extremamente seca e árida. Como quase não chove, as estradas de terra avermelhadas e alaranjadas acabam se transformando num pó muito fino que entra em suspensão pelo transito da estrada. Esse pó, quase um pigmento, vai pintando a paisagem à beira das vias e transformando a cena em uma imagem monocromática. Pintura involuntária, espontânea, transformada em fotografia.

Vortex (2014)
A imagem de Vortex mostra um espiral feito de tijolos e barro. A técnica de construção do vortex é a mesma utilizada na construção de fornos de carvão no norte de Minas Gerais, que carrega também a cor da terra da região.

Irreversíveis (2014)
Três esculturas em terracota de jabutis posicionados de cabeça para baixo. Assim como o trabalho Intervalo nasce de um trabalho anterior do artista, essa série de pequenas esculturas vem de uma fotografia da série Vade Retro (2013) em que vemos uma tartaruga em uma piscina vazia, de cabeça para baixo. A passagem de certas características, elementos e imagens de um trabalho para o outro passa a ser uma ação recorrente na obra do artista.

O Futuro Avança para Trás (2014)
Escultura em ferro, solda e espelhos retrovisores de motocicletas. O título desse trabalho, que também dá nome a exposição, foi retirado de um texto do artista norte americano Robert Smithson, escrito em 1967. É a ideia de um tempo que se anula no cruzamento entre passado e futuro que está no cerne da obra. Transpostos para uma espécie de tronco o espectador olha os espelhos e vê, ao mesmo tempo, algo que cresce para um futuro e algo que insistentemente aponta para trás.

Progresso (2014)
O vídeo Progresso mostra o engessamento de um jovem. O trabalho opera como uma alegoria da imobilidade a que jovens, principalmente negros, em todo o mundo, continuam a ser submetidos em maior ou menor grau. O engessamento tem uma dupla função conceitual. 1 – A imobilização do corpo que funciona como analogia da imobilidade; 2- O embranquecimento do jovem, como tentativa de anulação de suas especificidades culturais ancestrais. A obra trabalha com a ideia de que a noção de progresso e de igualdade racial é uma criação falaciosa que não se verifica no dia a dia.