Projeto Mezanino: Marcus Vinícius – Expansivos
dez - jan 2013


Projeto Mezanino: Marcus Vinícius - Expansivos, 2013
Projeto Mezanino: Marcus Vinícius - Expansivos, 2013
Projeto Mezanino: Marcus Vinícius - Expansivos, 2013
Projeto Mezanino: Marcus Vinícius - Expansivos, 2013
Projeto Mezanino: Marcus Vinícius - Expansivos, 2013

Projeto Mezanino: Marcus Vinícius
Expansivos, 2013

A Celma Albuquerque encerra seu calendário 2013 com a exposição do artista paulistano Marcus Vinícius. Expansivos faz parte do Projeto Mezanino e apresenta ao público pinturas em óleo sobre madeira e vidro com dimensões variadas.

Graduado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Marcus Vinícius possui uma trajetória de mais de vinte anos de produção artística. Vencedor do Prêmio Aquisição do Salão de Arte Contemporânea de Santo André, São Paulo, em 2006, do Prêmio Brasília de Arte, concedido pelo Salão Nacional de Artes Plásticas – FUNARTE, em 1991, entre outros, suas obras circulam desde 1987 por grandes centros brasileiros, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Florianópolis. Em 1999 seu trabalho despertou com mais intensidade o interesse da crítica e de importantes galerias em razão da mostra Heranças Contemporâneas 3, no Museu de Arte Contemporânea da USP. A propósito da trajetória do artista, “se por um lado mantém rígida coerência na pesquisa acerca dos elementos constitutivos do quadro, por outro vem sendo capaz de se reinventar e escapar com inteligência das ciladas armadas por ele próprio – Marcus Vinicius já foi lido como variante da abstração geométrica, como continuidade da tradição concretista brasileira, e até como herdeiro de um expressionismo pop”, segundo a crítica de arte Juliana Monachesi.

Cores deliberadas

As obras discutem a questão da cor como elemento expansivo, são construídas em MDF e pintadas com tinta acrílica e vidros incolores pintados com esmalte. A pesquisa desenvolvida na série, busca alcançar o ponto de unidade de seus elementos constitutivos, como fragmentação do plano através da estrutura modular, unidade cromática, contraste entre o opaco da pintura com a superfície refletora dos vidros, etc. Os resultados começaram a aparecer através de uma abordagem formal que renovou a relação da cor com a estrutura modular, promovendo uma unidade que retira de sua estabilidade simétrica toda a tensão visual. A simetria é desafiada pela cor e pela propriedade refletora dos vidros que ampliam o espaço do quadro, através da incorporação e reflexo dos elementos do entorno, colocando em dúvida a cor e o espaço que vemos. A composição é amarrada pela estrutura robusta do quadro que impõe sua presença e torna cada peça a iniciadora e ao mesmo tempo a conclusão dessa pesquisa/série.