TATIANA BLASS – VITRINE_ALGODÃO: Boneco sem descanso – MAR 18


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TATIANA BLASS
MAR-ABR 18
FOTO: DANIEL MANSUR

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VITRINE_ALGODÃO
MAR – ABR. 18
FOTO: DANIEL MANSUR

VITRINE _ ALGODÃO: Boneco sem descanso

Exposição individual – Tatiana Blass

Exposição composta por cerca de vinte obras inéditas, entre elas pinturas em guache sobre tela de algodão cru, sobre vidro e sobre papel; duas intervenções  no espaço da galeria; e três vídeos realizados em 2016.

A situação espacial da Celma Albuquerque Galeria de Arte, com a fachada em vidro totalmente transparente ao passante da rua comercial em que está localizada, como uma grande vitrine, levou Tatiana Blass a produzir as obras exibidas.

Em continuidade à sua pesquisa sobre o espaço pictórico enquanto espaço dramático, suas pinturas dos últimos anos abordam cenas de peças de teatro em que as figuras de atores são absorvidas pelo espaço ao redor. As formas e cores não determinam um contorno, são ambíguas. O ambiente-cenário pode ser visto como um figurino que veste a cena, confundindo o que está à frente e o que está atrás, tornando-se um só corpo pictórico construído como uma estampa.

Os suportes das pinturas, o algodão e o vidro, levaram a organização da exposição em dois grupos : “Teatro – Vitrine”,  com cenas de vitrines de loja em que os clientes e passantes se confundem com os manequins; e “Teatro – Algodão”, feitas a partir de cenas de peças de teatro em que os cenários são interiores domésticos.  Em ambas as séries, a figuras humanas são retratadas como pessoas-atores-bonecos de um teatro endurecido, paralisados em seus papéis de superfície da vestimenta.

Duas intervenções foram feitas no espaço da galeria: um par de sapatos femininos incrustados no chão de cimento, de forma que ainda é possível vesti-los; e na vitrine, um casal de manequins feitos de cera e vestidos com roupas sociais. O calor da luz dos refletores sobre seus troncos faz com que derretam e suas roupas caiam lentamente durante todo o período da exposição.

Além disso, Blass também apresentará  três vídeos da série “Desprofissão” (2016), com a mesma duração (3’30”) e expostos como pinturas em um monitor emoldurado. Em todos eles, um profissional realiza sua atividade ao contrário. O lavador de carros torna-se “deslavador” ao lavar o carro com água suja de barro; a manicure vira a “desmanicure”, que pinta toda a mão da cliente, exceto suas unhas; e o pichador pinta por cima das pichações já existentes com spray da mesma cor da parede, “despichando-as”.