Manuel Carvalho na Celma Albuquerque

15.Dez.2016

Bala de Agulhas
Manuel Carvalho
Projeto Mezanino

A Celma Albuquerque apresenta em seu Projeto Mezanino exposição individual de Manuel Carvalho intitulada Bala de Agulhas na qual o artista apresenta sua produção recente.

A exposição Bala de Agulhas, do artista Manuel Carvalho, apresenta obras de três séries distintas: Anacolutos, Empate e Paisagens. Nesse conjunto de obras é possível perceber um dos traços constitutivos do seu trabalho, a heterogeneidade. Sobre essa heterogeneidade se assenta um paradoxo: não apenas são vários os percursos apontados, mas há alguns elementos duradouros que marcam o traço autoral dessa poética. No entanto, esses traços duradouros são também marcados pela heterogeneidade: Do Anacoluto Manuel Carvalho retém a irrupção de se interpõe à sintaxe linear – a linha que se quebra, as massas de cor que se sobrepõem, as referências figurativa que partem de universos distintos e contraditórios. Há tudo isso nessa série, marcada sobretudo por um conjunto de técnicas que cria um deslocamento constante entre figuração e elementos que barram sua fruição, massas de cor, planificações, etc. Mas há mais: um dos elementos compositivos essenciais da pintura de Manuel de Carvalho, o espectador. Não apenas os jogos ópticos atordoantes, que desfazem a estabilidade do olhar, mas um arsenal matreiro de referências que permanecem elípticas convivem, constituindo uma ameaça perene e recíproca ao universo de sentido de onde partem. As pinturas de Manuel Carvalho, nas séries em questão, incluem construção formal e sua dissolução: o desvio pelo corpo que caracteriza a série Paisagens, no qual o híbrido em questão, figuração e abstração, constrói-se menos por um caminho conceitual do que pela superfície de massas de cor que excitam sobretudo uma fruição estritamente sensível. Ao final, o que move essas obras é a paixão pela pintura como forma de expressão de corpo e pensamento.

Ewerton Belico

Manuel Carvalho concluiu seu bacharelado em artes plásticas pela Escola Guignard – UEMG. Participou de residências no Jaca (Jardim Canadá), 2015, em parceria com Warley Desali; Agora (Bela Scrva, Servia), em 2014; e no EXA (Belo Horizonte), em 2013. Em parceria com Gustavo Maia foi selecionado para 1º Prêmio Itamaraty de arte contemporânea em 2011. Participou de exposições individuais como Empate (Mama/Cadela galeria), 2014, Belo Horizonte; Da pintura (BDMG cultural) 2014, Belo Horizonte. Dentre as diversas exposições coletivas merecem destaque: Antimônio, (Mama/Cadela Galeria), 2014, Belo Horizonte; 50 gramas de copo, em parceria com Warley Desali (Aliança Francesa), 2014, Belo Horizonte; MAPA:\ (manutenção em procedimentos e apropriações), 2013, Belo Horizonte; Atropelamento (Centro Cultural UFMG), 2011, Belo Horizonte; Encontros e Mestiçagens Culturais (FAOP), 2010, Ouro Preto; Draw drawing 2 – London Biennale (Foundry Gallery), 2006, Inglaterra.

Crédito da imagem: Daniel Mansur

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