FRANÇOIS ANDES – A TRAVESSIA DO DESASTRE – OUT/NOV 2021


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CRÉDITOS: DANIEL MANSUR

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“A travessia do desastre”, exposição que apresenta pela primeira vez em Minas Gerais a obra do artista visual francês François Andes, trata-se de um instigante conjunto de obras – desenhos, intervenções in situ, esculturas, figurinos e máscaras – que incita o público a viajar por meio de figuras mitológicas oriundas de diversas culturas da Ásia, Europa e do Brasil.

A mostra foi concebida durante períodos de residência artística de François Andes e do curador brasileiro Luiz Gustavo Carvalho, realizados no Brasil, Vietnã, Camboja e na Coreia do Sul, entre 2016 e 2020.

O principal protagonista da exposição é um curso fluvial que atravessa diferentes territórios e culturas. Assim, as pesquisas de François Andes e Luiz Gustavo Carvalho expõem analogias e outros sincretismos que podem ser encontrados entre representações de divindades femininas e masculinas ligadas à água e à floresta em diversas culturas ao redor do mundo e refletem sobre as transformações e perturbações da natureza, em decorrência do comportamento predatório do homem na terra. A destruição de áreas naturais, o desmatamento, a poluição atmosférica, a contaminação da água e a superexploração de recursos naturais alteraram radicalmente nossas terras e podem se tornar o terreno fértil para novas figuras mitológicas, bem como para o surgimento de novas crenças.

“François Andes nos apresenta um bestiário imaginário vasto e fascinante, povoado de sonhos, lutas e símbolos ancestrais de diferentes mitologias. O artista justapõe ao mundo uma fauna e população insólitas, lançadas no papel através de um traço cru e visceral, juntando-se a uma tradição que o distancia das fórmulas surrealistas e o aproxima do mundo de Hieronymus Bosch, Pieter Breughel ou Alfred Kubin.”, aponta o curador Luiz Gustavo Carvalho.

Algumas obras que integram a exposição, “Rio das Mortes” e “Rio sem retorno”, criadas durante uma residência artística durante o Festival Artes Vertentes – Festival Internacional de Artes de Tiradentes, em 2020, foram inspiradas em rios mineiros. “Este trabalho, realizado in loco durante um período de residência artística, foi uma experiência muito enriquecedora, não só por poder me inspirar diretamente desta paisagem, mas também por poder sentir, através de um diálogo com a população de Tiradentes, como a presença da água marca a cultura desta região”. Além disso, o artista estará presente na Galeria Celma Albuquerque, trabalhando na criação de duas intervenções in situ, em diálogo com as obras que integram a exposição. O público poderá acompanhar este processo criativo entre os dias 18 e 22 de outubro, de 16h às 18h.